Diabetes

2009-08-20 12:32

 

O que é diabetes?

A maioria dos alimentos que ingerimos se transforma em açúcar para que nosso organismo use como energia. Para que esse açúcar, a glicose, entre nas células e permita seu funcionamento normal, o pâncreas produz um hormônio chamado insulina. È essa insulina que transporta a glicose para dentro das células. Quando se tem diabetes, o organismo não consegue produzir insulina suficiente e/ou não consegue usá-la adequadamente para essa função. Assim, a glicose se acumula no sangue levando à hiperglicemia.

O diabetes tipo 1 está relacionado com o sistema imune, sendo uma doença auto-imune, ou seja, o próprio organismo ataca e destrói a parte do pâncreas que produz insulina. Pode ocorrer em qualquer idade mas acomete principalmente crianças e adolescentes. O tratamento, portanto, é feito com injeções diárias de insulina para manter os níveis de glicose normais no sangue e evitar complicações. A dieta e exercícios apropriados devem também fazer parte da rotina terapêutica destes pacientes.

O diabetes tipo 2 acomete principalmente adultos e idosos. Tem relação genética importante e está relacionado na maior parte dos casos à obesidade. A presença de hipertensão arterial assim como outros fatores de risco cardiovasculares são comuns. O tratamento pode se basear inicialmente apenas em dieta e atividade física. O uso de medicamentos e insulina é feito à medida que falham os tratamentos prévios.

Pré-diabetes é uma condição em que os níveis de glicose no sangue são mais altos que os normais, mas ainda não tão altos quanto do diabetes. Essas pessoas têm risco elevado de desenvolver diabetes assim como ter doença cardíaca ou derrame.

Diabetes gestacional é uma doença caracterizada pelo aparecimento de níveis aumentados de glicose no sangue em mulheres que antes da gravidez não tinham diagnóstico de diabetes. Geralmente, se inicia no segundo trimestre da gravidez. Qualquer gestante pode desenvolver esta condição, mas algumas têm maior risco: idade mais avançada (após 25 e principalmente após 35 anos), excesso de peso, histórico prévio de HAS, diabetes gestacional, pré-diabetes ou se já teve previamente um bebê com peso maior que 4kg, histórico familiar de diabetes. Como a maior parte das pacientes não apresenta sintomas, é recomendado que seja rastreado em toda a gestação com, pelo menos, uma glicemia de jejum na 1ª consulta e caso a mesma dê maior igual a 85mg/dl, ser feito o teste com sobrecarga entre a 24-28ª semanas.

O diabetes eleva o risco de infarto ou derrame?

Sim. As pessoas com diabetes são consideradas de alto risco para as doenças cardiovasculares – infarto do miocárdio, derrame e doença vascular periférica. De fato, pelo menos 65% dos diabéticos irão morrer de evento cardiovascular. Assim, é importante entender como e porque deve controlar o diabetes e diminuir os fatores de riscos.

Como reduzir os riscos?

Se você tem diabetes, é muito importante conhecer e evitar os outros fatores de riscos. Modificar hábitos de vida é a chave da prevenção de doença arterial coronariana e derrame. Em alguns casos, o uso de medicações para isso se faz necessário, especialmente se eles estão relacionados a fatores genéticos ou da idade.

• Tenha uma dieta saudável – veja DICAS DE ALIMENTAÇÃO PARA UMA VIDA SAUDÁVEL
• Pare de fumar
• Controle de pressão – o controle da pressão deve ser mais estrito para proteger não só o coração assim como os rins, cérebro e demais órgãos
• Controle do seu nível de colesterol – as metas de pacientes diabéticos são mais rigorosas do que na população em geral.
• Controle seus níveis de glicemia
• Tenha atividade física regular – veja ATIVIDADE FÍSICA - CAMINHADA
• Perca peso se você precisa – veja PERDER PESO COM SAÚDE
• Encontre meios saudáveis de controlar o estresse
• Trate doenças outras que possa aumentar ainda mais seu risco: doenças cardíacas, doenças arteriais de carótida, arritmia cardíaca
• Evite o excesso de álcool
• Não use drogas ilícitas – drogas intravenosas aumentam o risco de infecção no coração (endocardite) e derrame. Uso de cocaína está associado a infartos e derrame

Hipoglicemia – o que devo saber?

A hipoglicemia é uma complicação do tratamento, na maioria das vezes, inadequado do diabetes e é considerado quando a glicemia está abaixo de 50 mg/dl. Nem sempre o paciente sente algum sintoma quando a glicemia atinge este patamar, portanto, existe a possibilidade de hipoglicemia assintomática. Daí, a importância de se proceder os controles glicêmicos em domicílio com aparelhos chamados glicosímetros, principalmente em diabéticos usuários de insulina.

Na maioria dos casos, as hipoglicemias são eventos leves, onde o próprio paciente pode se tratar. Raramente, a hipoglicemia é severa a ponto de se necessário ajuda de terceiros e internação.
Para evitar essa indesejável complicação que muitas vezes acaba por comprometer a confiança e, por conseguinte, aderência do paciente ao tratamento proposto, é necessário que se observem alguns fatores de risco:
• Evite omitir ou atrasar refeições
• Evite exercícios prolongados ou extenuantes, principalmente sem discussão prévia com seu médico e nutricionista
• Converse com seu médico a respeito de medicamentos que você usa e que podem dificultar o reconhecimento da hipoglicemia
• Alimente-se da mesma quantidade que está orientado a ser feito de forma que seu plano terapêutico se torne excessivo
• Seja honesto com seu médico a respeito da quantidade de alimento que costuma ingerir, se faz uso correto do medicamento da forma como foi prescrito, evitando assim prescrição de doses a menos que não controlem ou a mais que possam causar hipoglicemia

Como reconhecer?

A presença de sintomas e sinais vai depender da intensidade da hipoglicemia. Os mais freqüentes são:
• Formigamento ao redor da boca
• Tremor
• Sudorese fria
• Sensação de fome
• Palidez
• Palpitações/taquicardia
• Vontade de vomitar
• Tonturas
• Fraqueza
• Mudança de humor
• Confusão mental e até
• Perda de consciência e convulsões (hipoglicemia grave)

O que fazer?

Em pacientes conscientes:
Em casos leves, em paciente que ainda não tenha se alimentado, iniciar a refeição. Em casos moderados ou naqueles que já ingeriram alguma comida sem sucesso, ingestão imediata de alimentos contendo açúcar na forma líquida de preferência (mel, refrigerante normal- não dietético) ou mesmo tabletes de glicose.

Em pacientes inconscientes ou torporosos:
Requer tratamento imediato e com glicose intravenosa. Deve-se evitar dar alimentos por boca, devido ao risco de aspiração. Devem ser encaminhados a uma emergência médica o mais rápido possível. Em pacientes com antecedente de hipoglicemia severa, é interessante ter à mão Glucagon, um hormônio que eleva os níveis de glicose no sangue em torno de 5-15 min. Em casas de produtos de diabéticos é vendida. Deve ser aplicada intramuscular. Uma vez consciente, deverá ingerir algo contendo açúcar. Se o glucagon não estiver disponível, pequenas quantidades de mel, xarope ou glicose em gel podem ser esfregadas na mucosa bucal do paciente.

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